sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Cicloviagem Porto Seguro ao Rio de Janeiro - Considerações Finais

Ja tem 15 dias que conclui a Trip de Bike de Porto Seguro ao Rio de Janeiro e ainda me deparo pensando em algumas experiências nela vivida. Tem um ditado popular que diz que todo homem deveria plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Colocaria uma viagem de bike neste proverbio, pois nada melhor que passar por algumas dificuldades, para darmos valor ao que temos em casa a nossa disposição. 13 dias na estrada sozinho, cagando no mato, tomando banho frio em rios e dormindo em espeluncas, com certeza te faz sentir falta do lar, esposa e filha que ficaram em Porto Seguro.


Uma grande lição que fica é o Planejamento. Um ano preparando a trip foi bem proveitoso, pois ja sabia de vários detalhes que teria pela frente. Por ironia do destino, as duas vezes que quis sair do planejado e fazer outra rota, acabei me fudendo, principalmente no 3º Dia, que teria que atravessar a divisa da Bahia com Espirito Santo pela praia e me vi obrigado a atravessar duas falésias com bike e bagagens nas costas por dentro do mar.


Viajar sozinho tem o lado positivo e o negativo. Confesso que logo após ter passado da divisa com Rio de Janeiro, onde começou o vento contra insistente que me acompanhou por 3 longos dias, o psicologico deu uma boa abalada, creio também que por conta da ansiedade em saber que estava perto do destino final. Nesta hora deu vontade de ter alguem por perto, pedalando comigo e dividindo a experiência. Em contra-partida, pude fazer meus horários e forçar bem a pedalada em alguns pontos, sem consentimento de ninguém. A grande verdade é que muitos tem medo de si próprio e da solidão e se escondem numa personalidade sociável, tendo sempre ao lado muitos e muitos falsos amigos.


O grande quesito que tenho que trabalhar para as próximas Trips é a mecânica da bike. Apesar de não ter tido nenhum perrengue animal neste sentido, acabei passando alguns apertos que poderia ter evitado. Tenho aos poucos que ir investindo nisso com mais rigor, visando ficar mais afiado.


O mais marcante foi a receptividade para com um louco viajando de bike. Houve muitos locais que ia comprar um lache ou mexer na bike e após escutar minhas historias, me mandavam tocar o pé, sem pagar nada. Mesmo indo com condições de bancar a viagem, me vi obrigado a aceitar a generosidade destes abençoados.


Engraçado quando criamos uma expectativa com algumas cidade e isso cai por terra durante a viagem. Não obstante, ainda tem situações que não esperamos muito de alguns locais e você se vê encantado com tamanho beleza. Algumas cidades que achei muito interessante: Itaunas, Guarapari, Farol de São Tome, São João da Barra, Rio das Ostras e Saquarema, sem desmerecer as demais por onde passei.


Algo para refletir: "Não viva para que sua presença seja notada, mas para que sua falta seja sentida" (Bob Marley)


Alguns números da Cicloviagem:


Percurso : Porto Seguro ao Rio de Janeiro

Duração : 13 dias

Descanso : 1 dia em Buzios

Total pedalado : 1.108 Km

Maximo pedalado : 145 Km de São João da Barra a Macaé

Minimo pedalado : 42 Km de Mucuri e Itaunas (porém o dia mais dificil)

Problemas na Bike: Corrente e pedal, trocados em Vila Velha

Travessias de barco : 8 no total de canoa vira vira a barca de Niteroi.

Quilos perdidos : 7 quilos no total.





90% das Estradas foram beirando o Litoral





Um dos momentos que fiquei mais feliz




Momento relax em Buzios regado a cerveja




Momento mais emblematico, chegando em Itaunas




Recepção em Porto Seguro pelos meus familiares

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ciclo/Skate Trip pelo Rio de Janeiro

Apesar de ter sido aconselhado por vários amigos a levar o Skate para a minha Cicloviagem ao Rio de Janeiro, decidi deixar o mesmo em casa, por três motivos: peso, cansaço e skate quebrado as vésperas da viagem. Este último quesito foi o estopim para a minha decisão final. Mesmo passando por várias pista e picos skatáveis, estava na vibe de apenas pedalar.


Logo, uma vez no Rio de Janeiro, após dois dias de descanso e ja recomposto com as energias em dia, começou a bater a estiga de andar de skate e eu sem o board na cidade maravilhosa. Passando por uma Skate Shop em Laranjeiras, decidi comprar truck e shape novo para repor as peças do carrinho que tinha ficado em Porto Seguro. A estiga foi tanta que acabei comprando as rodas e e ganhei como brinde os rolamentos e parafusos. Pronto, estava com Skate novo no Rio de Janeiro.


No mesmo dia decidi fazer um Ciclo/Skate Tour pelo Rio de Janeiro, que rendeu muitas coisas interessantes para contar. Logo após o almoço, preparei a bike com o Skate e peguei a rua, passsando pelo Museu da Republica, onde estava tendo a Exposição República do Skate, com várias peças artisticas exposta com o tema central sobre o bom e velho Skate Board, inclusive algumas dos colegas K-Já e Preá.



Bike preparada para o Tour c/ Skate


Achei bem interessante a ideia chave de fazer uma exposição sobre o Skate. Fui informado que o mesmo foi providenciado, por contas das proibições da prática do Skate na Praça XV. Além da Exposição houve apresentação de vários videos e filmes, além de um grande debate com os formadores de opnião do Skate Boar Carioca. Pena que não pude participar do debate, mas acabei fazendo varias fotos para ver se conseguimos colocar a idéia em pratica em Porto Seguro.



Peças expostas


Espacinho para assistir uns videos




Entrada da Expo


Na sequencia fui visitar as pistas de Skate localizada na orla Carioca. Iniciei a empreitada pela Pista do Flamengo, que tem um belo visual da enseada do Flamengo, além de um projeto bem diferente e autentico, que valoriza as curvas e o skate em transição, algo que venho procurando com frequencia para as minhas sessão de Skate e que na minha cidade é bem limitado.


Ja de cara me deparo com uma galera preparando um caixote/curb feito de cimento, no espaço que fica em volta da pista. Gostei de conhecer aquela galera. Além de estar colocando a mão na massa e fazendo as reformas na pista de skate com recursos próprios, acabei conhecendo o Saulo que, coincidentemente, conhecia a Teresa Gambale, colega que ja trabalhou comigo la na Bahia. E mundinho pequeno.



Galera colocando a mão na massa.


Fiz um rolezinho de leve de baixo de um solzinho forte. Estou voltando a me adaptar com Skate, pois desde que comecei a me preparar para a Cilcoviagem, as sessões de Skate acabaram não ficando tão intensas. Pedi para um coroa, que estava com seu filho na pista, para fazer umas fotinhas minhas em ação. Apesar de ser de manobras simples, deu para registrar e colocar aqui para galera curtir.


Batidão no Wall Ride


Backside Rock Roll

A Sessão no Flamengo foi curta, negócio de um uma horinha, pois ainda tinham mais três pistas para vistar. Me despedi da galera que tinha conhecido e segui para a Pista do Rio Sul. Ainda bem que pela Ciclovia os bairros acabam se tornando bem próximos um do outro. Do Flamengo em menos de 20 minutos ja estava em Botafogo, chegando no Rio Sul.


Pista do Rio Sul é umas das pistas mais clássicas do Rio de Janeiro e do Brasil. Bolwzão lindo, que depois da reforma ficou bem melhor. Paredes grandes com as transições perfeitas, com uma parte funda e outra mais rasa. Fiz vários drops, andando sozinho. Queria que tivesse uma galera na sessão, para fazer umas fotos e estigar umas manobras mais nervosas.


Ainda consegui pegar o tempo da máquina com ela programada para fotografar sozinha e fazer uma foto dando uma batida de frontside na parte funda. Lembrei muito dos velhos tempos, quando ia quase toda semana para Zona Sul andar com o Kikinho, Marcelo e Cordona, no Circuito Urquinha, Lauro Muller e Rio Sul.


Batida de frontside




Visão de dentro da Pista com a estátua ao fundo



A sessão no Rio Sul acabou sendo até um pouco mais breve que no Flamengo. Logo na sequência arrumei a bike novamente e segui em direção a Pista do Arpoador, passando pelas Praia do Leme, Copacabana e inicio de Ipanema.


A Orla Carioca está uma coisa de louco. Lugar que inspira esporte e lifestyle. Muita gente se exercitando das mais variadas formas, de Bike, correndo, surf, natação, simples caminhada e o mais interessante: Skate Long. O Long caiu nas graças do Carioca, com muita gente de role com o seu bord pela Ciclovia. Unica coisa feia é o estilo, pois 90% deles não tem muita a manha de dar impulso com o Skatão, mas ta valendo pois estas aquisições da uma fortalecida no mercado.


Chegando no Arpex o que impressiona é o tamanho da pista. Um banks com uma ligação com um Bowl montruoso, que chega a dar medo de dropar, mesmo pelo canion. Fiz um role, mas diferentemente das duas outras pistas, as paredes não são tão perfeitas, ou melhor, é toscona, mas tá valendo, pois Skate é isso mesmo: Adaptação aos mais variados tipos de terrenos.


Andei com uma galera da Ilha do Governador, dando uns drops cavernas e umas manobrinhas de borda nas parte mais rasa. Não podia deixar de andar no Bowl monstro e, primeiramente, desci sem skate e comecei a me adaptar com a pista la de baixo. Para se ter noção, até para sair da pista é complicado. Se o cara não for grande e não tiver a manha de andar de skate, ele fica preso la dentro, necessitando de auxilio de uma corda para sair de dentro da pista.


Fiz umas fotos de um cara que tinha o pseudonimo de "Javali". Ele andava legal, fazia uns drop do Bowlzão e dava umas pauladas no lip da parede, que tem um grau negativo. Trocamos uma ideia e seguimos na sessão, bem suave. Na sequência, em questão de minutos, formou um temporal sinistro que me fez sair da sessão antecipado.


No retorno ainda peguei uma chuvinha, mas nada de mais.


Abraço a todos e divirtam-se

Javali da Ilha do Governador, no lip da parede do Arpex.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Cicloviagem 13º (Ultimo) Dia - Saquarema ao Rio de Janeiro - 84 Km

Este seria o último dia da Aventura. Mais um dia que amanheceu com tudo propício. Tempo bom, ventinho a favor e eu bem disposto. Um misto de satisfação, emoção e sentimento de dever cumprido começava me acometer.



No dia anterior tinha pego informações com um ciclista que encontrei de passagem por Saquarema e deu as passagens certas para chegar até Niteroi vivo e longe dos trânsitos infernais das grandes cidades.




Até adentrar em Niteroi foi tudo uma maravilha. Peguei uma estradinha de asfalto a beira mar, com pouco movimento, passando por Jaconé, Ponta Negra e Maricá. Todo este litoral tem caracteristicas similares a Saquarema, mudando apenas a estrutura das cidades. Entrando em Maricá também é legal, com a estradinha entre o mar e lagoa de Maricá. A brisa marítima fria típica do Rio de Janeiro também era uma constante.



Em Maricá parei numa vendinha pra comer mamão com maçã e me abastecer de água. O dono deste estabecimento me deu água mineral que estava a venda e também me mandou seguir viagem sem me cobrar nada. Ele ainda indicou um atalho por dentro de uma Reserva de Restinga que me fez cortar caminho, evitando passar por dentro de Maricá.



A passagem pela restinga foi bem interessante, sem nenhum carro passando pelo local. Vi apenas um parado na beira da lagoa, onde tinha um casal praticando sexo matinal. Passei por dentro de um bairro humilde, me deixando na Rodovia RJ 106.



Apesar de duplicada e com um bom acostamento, estava meio tenso pedalar ali, tamanho o fluxo de veículos. Para minha sorte tinha comprado outro retrovisor em Búzios, que me deixou um pouco mais seguro.



Parei em um posto para pedir informações e tive confirmação das indicações do Ciclista do dia anterior. Eis que mais a frente encontro dois triatletas treinando de bike. Seguimos pedalando juntos até entrada de Niteroi e eles me deram o canal certinho para sair da Rodovia e passar pelo bairro de Maria Paula e Pendotiba, desvidando de todo o transito do Centrão de Nikiti.



Dito e certo, pois vim pegar trânsito ja quando estava bem perto das Barcas. Mas foi trânsito mesmo, pois nem de bicicleta estava dando para continuar andando. Menos mal, uma vez que os carros estão praticamente parados e não passando vuado por mim, como aconteceu em Vitória (ES).



Comprei o ingresso da Balsa, pagando R$ 2,80 por mim e mais R$ 5,00 pela Bicicleta. Me senti roubado, mas estava numa vibe tão boa que segui adiante e nem entrei numa de reclamar. Pelo menos deu pra ver que as Barcas melhorou muito a qualidade dos seus serviços, mostrando-se bem organizado e limpo aquele transporte público, que diga-se de passagem, foi privatizado, porém é o Governo que compra os veículos com nosso suado dinheirinho. Vai entender.



Uma vez na Barca, estava configurado um grande contraste, com o pessoal engomadinho e com cara de triste por estar indo ao trabalho e eu com a Bike carregada, roupa encardida e chegando de viagem. Fiquei admirando aquela situação, analisando as pessoas, pensando nas possíveis historias de vida que cada um tem para contar. Fiz algumas fotos de dentro da Barca, com Cristo Rendentor e Corcovado ao fundo, sempre sentindo a brisa fresca da Baia de Guanabara.



A Barca me deixou no Centrão do Rio de Janeiro, em plena Praça XV, aumentando mais o contrate. Neste momento puder concluir que uma das melhores coisas que fiz na minha vida foi ter ido morar em Porto Seguro e desfrutar de um paraíso com misto de cidade pequena.



Aquela correria, prédios imensos me deixou meio assustado. Ainda fiz uma foto da Praça XV, mas logo bateu a paranoia de assalto e criminalidade. Guardei tudo e sai vuado em direção a nova moradia da minha mãe, passando pela Avenida Rio Branco, Catete, Praia do Flamengo e pelo Largo do Machado.





Cheguei no prédio e a minha querida mãe ja estava me esperando la em baixo, com máquina fotográfica e contando para todo mundo que passava por ali. Fizemos mais algumas fotos, tirei tudo da bike, deixei minha companheira guardadinha e subi pra comer o ranguinho da mamãe, com o bom e velho feijão preto.





Tirei um sono a tarde e a noite tomei umas brejas com minha irmã Aline, mostrando as 900 fotos que tinha tirado e contando cada detalhe da trip.





A Cicloviagem chegou ao fim, com tudo em ordem e agradeço muito a Deus por ter colocado tudo, absolutamente tudo, nos seus devidos lugares. Dificuldades e perrengues foram muitos, mas faria tudo novamente sem pestanejar.





Um grande abraço a todos que tiveram curiosidade de ler os relatos, bem como os comentários de carinho e força deixado nestes 13 dias de viagem.





Abraço a todos e divirtam-se com as fotos.





Ao fundo, Confederação Brasileira de Volei - Saindo de Saquarema






Curtindo últimos momentos em Saqua


Lagoa de Maricá



Passagem pela Reserva de Restinga



Os triatletas




Registro da passagem pelo túnel





Magrela dentro das Barcas




Visão do Cristo de dentro da Barca





Prédio Histórico da Praça XV





Eu e minha mãe






Cicloviagem 12º Dia - Búzios a Saquarema - 82 Km

O 12º dia também amanheceu com tudo a favor para o pedal. Enfim o vento virou e voltou a assoprar a meu favor.





As 5:30 estava pegando a estrada que me tiraria de Búzios. Uma estradinha curta, com pouco movimento e um acostamento legal que permitiu chegar rapidamente em Cabo Frio, passando por la antes das 7 da manhã.





Uma das referências de Cabo Frio é o comércio de biquinis. Queria tem comprado uns para esposa e filha, mas não estava na pilha de esperar mais 2 horas para o comércio abrir e acabei seguindo viagem.





Nesta mesma intenção de seguir viagem no ritmo forte acabei abortando a passagem por Arraial do Cabo, mesmo por que, ja curti uns três carnavais em Arraial nas antigas e, a esta altura ja estava pilhado para cumprir a missão de chegar logo ao Rio de Janeiro.






Depois da passagem rápida por Cabo Frio segui em direção a Saquarema. Numa certa altura, me indicaram seguir pela Via Lagos, mas logo vi que seria meio punk passar por ali. Estrada com muito movimento de veículos e sem nenhum acostamento. Rapidamente mudei de idéia e segui pelo Litoral, passando por São Pedro da Aldeia, Iguaba, Iguaba Grande, Araruama e Bacaxa, tudo uma atras da outra o que da uma impressão de ser bem mais perto.






Fiquei impressionado como aquela região cresceu. Bateu a nostalgia, lembrando dos fins de semana que passavamos, Eu, Kiko e Codorna e Marcelo em Iguaba, como uma mini ramp de madeira no quintal de casa andando de skate o dia todo, todo mulequinhos dispirocados em cima do skate. Fiquei emocionado.






Na passagem por Bacaxa parei em uma oficina de bike para ver uma folga que tinha na roda dianteira. O dono do comércio se interessou pela viagem, querendo saber mais das minhas histórias de aventura e ao final do serviço, foi outro que me mandou seguir viagem sem cobrar nada. Estou começando a gostar disso. Ainda te pessoas boas no mundo e isso tem sido um aprendizado durante toda a viagem.






Na sequência logo cheguei em Saquarema e confesso que foi o lugar que senti a energia mais forte de toda a trip. Algo surreal a chegada de bike até ali. As pracinhas arrumadinhas, pessoas felizes com um semblante de paz, crianças brincando soltas na ruas, uma pista de skate, passarinhos cantando, um mar com titulo de Maracanã do Surf e praia sendo vigiada por uma linda igreja no alto de uma colina. Algo inexplicável. Indico a todo conhecerem aquele pedacinho de terra no Litoral Fluminense.






Vinha pensando parar em Saquarema para o almoço em seguir logo para o Rio de Janeiro, para concluir a viagem ainda naquele dia, mas tamanha beleza me segurou por mais um dia. Descolei uma pousada, a mais cara de toda a Cicloviagem (R$ 50,00) e, após o almoço continuei com meu lado turista, aproveitando para conhecer o máximo de lugares possível.






No fim da tarde ainda pude presenciar um por do sol espetacular, coisa linda para abençoar a trip que estava chegando perto do fim. Ainda queria ter ido a igreja novamente a noite para fazer umas fotos, pois tinha uma iluminação bem interessante, mas o cansaço não deixou e fui dormir por volta das 20.






Mais um dia que termina de forma clássica.






Minha sombra na estrada saindo de Búzios






Passagem por Cabo Frio




Divisa de municípios



Orla de Araruama



Bicicletaria em Bacaxá





Chegada em Saquarema





Pracinhas de Saquarema






Igreja no alto da colina





Cemitério e o Mar de Saquarema







Fim de tarde relax em Saquarema





Pescador na Praia da Vila





Por do Sol Clássico





Cicloviagem 11º Dia - Descanso em Búzios

Descanso em Búzios foi providencial. Além de renovar as energias para o dia seguinte, pude fazer um puta turismo tendo como cicerone o Saba.




Com toda atitude que lhe cabe, após o café ele mesmo tomou as primeiras providências para fazermos um role por Buzios. O role foi para conhecer todas as praias, de Geribá até as praias do Centro, entre outras. Andamos pelo menos uns 10 Km a pé, num clima bem agradável.




As 14 estavamos chegando em casa e fomos bater a feijoada que ele tinha preparado na noite anterior. Após o rango fui forçado a tirar um sono rapido, mas fui acordado pela galera do skate que estava se reunindo na casa dele para a sessão de skate que estava marcada para tarde.




Saba é presidente da Associação de Skate de Buzios, o que acaba tornando-o uma das maiores referências na cidade. Deu para ver com facilidade o carinho e respeito que a galera do skate tem por ele. Fico feliz por isso, em saber que tem gente que abraça a causa, mesmo que voluntariamente.




A sessão de skate começou numa quadrinha, com uns obstaculos construidos pelos próprios skatistas. Quando terminou a sessão, fui até a Pista de Geribá com o Matheus, outra pessoa que conheci em Buzios. Fiz várias fotos da galera local e curti o role de skate do Matheus. Ainda dei umas batidas descalço, mas estava querendo apenas curtir o fim de tarde naquele ambiente.




A noite rolou aquela tradicional reunião, tomamos uma cerveja e acabei indo dormir bem cedo, pois o dia seguinte seria longo.




Abraço a todos e curtam as fotos:




Búzios também tem becos e vielas




Praias de Búzios



Praia da Ferradurinha



Eu e Sabá na Ferradurinha




Juscelino Kubitschek





1º banho de mar de toda a trip




Sessão de Skate em Búzios



Cicloviagem 10º Dia - Macaé a Buzios - 74 Km

Gostei tanto de Macaé que decidi sair somente as 12 e aproveitar para fazer um turismo matinal. Acordamos bem cedo, tomamos um café e saimos de bike para explorar aquela cidade. Rodamos mais de 20 Km passando por vários pontos turisticos, como Lagoa de Emboassica, Igreja Santa Ana, várias praias e Forte Marechal Hermes. Este último era o que eu tinha mais expectativa, mas fomos barrado pois tinha que marcar horário para visita. Só nos restou fotografar por de trás das grades.



Raphael ainda me convidou para almoçar no Hotel que ele trabalha, mas achei mais prudente negar o convite, para evitar desconfortos no trabalho dele.




As 11 horas peguei estrada e parei pra almoçar na próxima cidade após Macaé, Rio das Ostras. Cheguei rapidamente, almocei e fui até Praia para checar o visual. Esta foi mais uma orla que me deixou encantado com tamanha beleza e organização, coisa que nossso prefeitinho poderia levar em considreção. Só para ter uma idéia, o piso do calçamento da orla é revestido de um material que impede queimaduras no pé. Portanto, debaixo do sol escaldante de meio dia, você pode andar a vontade descalço sem medo que queimar os pés.



Fiquei ali admirando um pouco do visual e logo em seguida parti. Próximo destino seria Búzios. Passei por algumas cidades como Tamoios e Barra de São João, tudo por uma reta enorme de pelo menos 15 Km, que, apesar do movimento intenso, deu pra pedalar tranquilo pelo acostamento escutando um som.



Bem próximo ao entroncamente que me levaria a Buzios, eis que que encontro mais dois viajantes de bicicleta. Agora tratava-se de dois Argentinos, Gustavo e Santiago, que estavam dando a volta na América do Sul, promovento palestras sobre Conscientização Ambiental. Fizemos algumas fotos, trocamos email e partimos.



Uma vez na estrada de Buzios, tomei conhecimento dos perigos eminentes que ja tinham me alertados nas paradas anteriores. Estrada estreita, como muito movimento e nenhum acostamento. Para piorar, em Quissamã deixei a bike cair de bobeira no chão, quebrando meu retrovisor. Como era domingo, so poderia comprar no dia seguinte, em Buzios. Tive que seguir com calma e esperto com qualquer movimento. Por várias vezes tive que entrar no mato ao lado e sair de cima da bike. Pra minha sorte era um trecho pequeno de 17 Km. Cheguei rapidamente.



Minha estadia em Buzios, que, diga-se de passagem, é rota da alta burguesia carioca, seria na casa do grande amigo, Saba. Naturalmente qualquer hospedagem ali me custaria o olho da cara. Tentei fazer contato por telefone com Saba, mas em vão. Minha unica saída seria achar alguma Skatistas da pista de Skate de Geriba (bairro de Buzios), para pegar informação de onde ele morava. Ainda tinha o receio que ele pudesse estar viajando.



Pedindo informações consegui chegar na Pista de Geribá e convencer um Skater local a me levar até a casa dele. Graças a Deus deu tudo certo e enfim reencontrei o Sabá depois de muito tempo sem vê-lo. Pra mim foi marcante, pois Sabá teve uma passagem emblemática na minha vida quando ainda morava no Rio de Janeiro.



Conheci o filho dele, o Tel. Muleque espertão de 11 anos, que anda de Skate, Surfa e parece ser bem equilibrado. Faltou fazer uma foto com ele, mas ta valendo.



Uma vez instalado na house da Saba, pude botar os assuntos em dia e descansar. A ideia inicial seria seguir viagem no dia seguinte, mas sabendo que demoraria muito a voltar àquela cidade e, a convite do amigo, resolvi ficar o dia seguinte só no descanso.



Assim o fiz e o descanço virou mais um dia de turismo e sessão de skate. Aguardem relatos do próximo dia.



Abraço a todos e divirtam-se com as fotos:




Raphael e eu na Lagoa de Emboassica






Raphael pedalando na Orla de Macaé




Porto de Macaé




Forte Marechal Hermes em Macaé





Monumento de Louis Braile, que inventou o Braile.





Orla de Rio das Ostras - Clássico






Santiago e Gustavo, Cicloviajantes






Entrada de Buzios





Saba, Matheus e eu